... o porquê do quê ...

Não entendia o meu facínio pelas aventuras de Peter Pan, eu que sempre fui extremamente feminina me encantava com o garoto que não queria crescer. Talvez hoje eu entenda tudo isso, acredito que algo dentro de mim já me avisava que crescer não seria a minha "praia". Não que eu tenha medo ou até mesmo preguiça de crescer, mas sim porque vemos o mundo de uma maneira real. Aprendemos oque eu jamais gostaria de ter aprendido, limitar nossos sonhos, ver que nem tudo é possível, ou melhor, que quase nada é, que felicidade é momentânea. E se descobre que os sonhos quase nunca deixam de ser sonhos ...

E por isso amo minha terra do nunca, onde as lembranças se tornam o meu presente e por alguns instantes posso acreditar que tudo pode acontecer ...

sábado, 24 de julho de 2010

Minha família Terra do Nunca ...

Na Terra do Nunca família grande é primordial, com direito passarinhos, cachorros, cunhadas, amigos, namorados , e etc... Minha casa era exatamente assim, tinha dia que eu surtava , silêncio era algo impossível e privacidade nem se sabia oque era , se eu soubesse o tanto que isso era bom teria poupado muitos gritos em casa .
Sinto falta daquela sala lotada, som, tv, pc, colchões espalhados, e ainda um irmão mais velho pirado que ao meio desta bagunça toda ainda tocava violão e cantava, dois outros irmãos que faziam da casa um verdadeiro carnaval o ano todo, tinha mais 3 cunhadas, 2 cachorros, milhares de passarinhos que cantavam o dia todo, 1 namorado e pais que viviam brigando mas se amando!
Este sim era um lar perfeito ! Ow saudade que aperta meu peito e que quase explode meu coração, e por meio destas lembranças vivo uma felicidade tão sincera que me faz acreditar em felicidade real , não momentânea, pois ela pode não mais existir para o mundo real, mas vive a todo vapor dentro de mim.
Hoje no meu mundinho real é tudo bem diferente, apartamento 2 quartos, irmãos quase todos casados, pais separados, e as únicas coisas boas de verdade são pequeninos que vieram trazer alegria para os dias de hoje, meus queridos sobrinhos ...
O silêncio me incomoda, a campainha que nunca toca, o cachorro que nunca late, a privacidade tão desejada e hoje facilmente rejeitada ...