... o porquê do quê ...

Não entendia o meu facínio pelas aventuras de Peter Pan, eu que sempre fui extremamente feminina me encantava com o garoto que não queria crescer. Talvez hoje eu entenda tudo isso, acredito que algo dentro de mim já me avisava que crescer não seria a minha "praia". Não que eu tenha medo ou até mesmo preguiça de crescer, mas sim porque vemos o mundo de uma maneira real. Aprendemos oque eu jamais gostaria de ter aprendido, limitar nossos sonhos, ver que nem tudo é possível, ou melhor, que quase nada é, que felicidade é momentânea. E se descobre que os sonhos quase nunca deixam de ser sonhos ...

E por isso amo minha terra do nunca, onde as lembranças se tornam o meu presente e por alguns instantes posso acreditar que tudo pode acontecer ...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Banalização do "te amo"

Na terra do nunca amor é coisa séria, tem que ser tratado com respeito e importância. Posso ser uma tola romântica, mas se existem coisas que dou valor na vida são os sentimentos puros e simples. Talvez por que as maiores felicidades da minha vida não foram compradas e sim sentidas.
Como quase tudo no mundo, o amor pode ser representado de várias maneiras, mas a que mais me fascina são sem dúvida as palavras: te amo, sou apaixonada por esta pequena frase, sinto falta de falá-la, de ouvi-la e principalmente de senti-la.
E é por isso que sou vibrada no "te amo", são poucas palavras que conseguem passar da fala e audição para sensação. E eu as sinto tão bem, que só de lembrar meu coração se aperta e fechando meus olhos eu vou longe. É uma sensação tão prazerosa e gostosa, que perco o ar por segundos e esqueço de onde estou. Espero que um dia todos possam sentir estas palavrinhas com a intensidade que eu as sinto, pois é inexplicavelmente maravilhoso. Pena que hoje só fazem parte das minhas lembranças, mas sei que um dia farão parte novamente do meu presente.
A banalização do te amo me revolta, as pessoas as usam de forma baixa e não dão o valor que elas realmente possuem, tenho até medo, medo de sua extinção, medo que ela se torne uma frasinha comum. O rapazinho quer leva a mocinha para cama, ele diz que a ama, ela finge que acredita, e pronto, o te amo se tornou algo pra conseguir coisas tão fúteis. Apesar de que no mundo de hoje acho que nem um te amo é necessário pra levar alguém pra cama (rs), ou seja, banalização no amor, no sexo, em tudo.
A verdade é que as pessoas vivem uma mentira, somos fantoches de uma sociedade que não valoriza mais o amor, que nos fazem amar de mentira, fazendo que as pessoas não creiam mais em algo puro e inocente, a traição se tornou elemento comum em uma relação, o casamento é um contrato, e ainda é visto com um contrato falido.
Agora eu me pergunto o porquê disso tudo, porque não acreditar em coisas tão boas? Por que as pessoas mentem, vivem relacionamentos falsos e dizem te amo como se fosse bom dia? Não entendo o porquê o ser humano tem um péssimo hábito em estragar tudo que os fazem felizes de verdade e ainda de forma gratuita.
Tudo isso me chateia de verdade, não porque as pessoas usam o amor de forma errada, não creio que existam formas certas para amar, mas porque acredito que tudo que não é alimentado é esquecido e ainda espero pelo dia que poderei dizer e escutar te amo novamente. Tenho medo de quando acontecer eu não consiga mais sentir e isso seria não acreditar mais no amor, isso seria eu perder minha maior razão de existir.
Mas graças a Deus minha terra do nunca “existe” e nela eu vivo minhas lembranças, eu posso sentir o quanto é bom amar, o quanto ele pode ser puro e mesmo quando platônico a infinidade de sentimentos podem ser tão verdadeiras. Nunca esperei retribuição de amor, sempre distribui amor de graça, acredito que amar de verdade é fazer sem esperar nada em troca, é amar por vontade própria, por querer amar. E são todos estes sentimentos e lembranças que vivem dentro de mim que me dão força para seguir em frente, acreditando no inacreditável e ainda por cima sendo incrivelmente feliz!